É um pagode?

pagode

Depois de um tempinho sem escrever, retorno como uma reflexão interessante sobre música e seus mais diversos ritmos e estilos.

Me recordo que sempre tive aversão musical com certos estilos como samba/pagode. Bastava ouvir os primeiros acordes no cavaco, as batidas do pandeiro que corria para mudar de canal, seja na TV ou no rádio.

Recentemente meu noivo me surpreendeu com uma linda letra, com versos bem escritos. Aquela típica letra romântica, como uma carta que você adora receber. Daí veio a surpresa…é um PAGODE? a letra em si me parecia familiar, não recordava de onde tinha escutado, mas a resposta veio como um golpe ao meu filtro musical. Passei a questionar sobre os meus preconceitos e o quanto isso me impede ou impedia de experimentar ao menos ouvir uma canção inteira.

É bem verdade que você não é obrigado a mudar seus gostos, mas isso serve para deixar o seu filtro menos rígido. Não significa absorver a infinidade de lixo musical que existe por aí, mas sim oportunizar seus ouvidos e mente a abstrair a poesia por de trás de estilos que não lhe são familiares.

Agora para matar a curiosidade eis a canção:

Coração Radiante- Grupo Revelação

O que mais quero é te dar um beijo
E o seu corpo acariciar
Você bem sabe que eu te desejo
Está escrito no meu olhar

O teu sorriso é um paraíso
Onde contigo eu queria estar
Ai quem me dera se eu fosse o céu
Você seria o meu luar

Eu te quero só pra mim,
Como as ondas são do mar,
Não dá pra viver assim,
Querer sem poder te tocar

Meu coração está radiante,
Bate feliz acho que é o amor,
Quando te vejo chego a sonhar,

Penso em você quase a todo instante,
Seu jeito meigo me apaixonou,
O que fazer pra te conquistar?

O que mais quero é te dar um beijo,
E o seu corpo acariciar,
Você bem sabe que eu te desejo,
Está escrito no meu olhar,

O teu sorriso é um paraíso,
Onde contigo eu queria estar,
A quem me dera se eu fosse o céu,
Você seria o meu luar

Eu te quero só pra mim,
Como as ondas são do mar,
Não da pra viver assim,
Querer sem poder te tocar.

 

 

 

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O mito da Caverna

Saudações!

Inicio este blog com uma narrativa muito interessante do Mito da Caverna de Platão, através dos olhos do fantástico Maurício de Souza. Quem cresceu lendo a “Turma da Mônica”, se impressiona com a capacidade deste autor em trazer para o universo infantil assuntos aparentemente complexos. Talvez esta seja a razão de atrair um público diversificado.

Conforme vemos na historinha, o Mito ou Alegoria da Caverna faz uma alusão com a sociedade, sobre a visão de mundo, às vezes limitada às sombras e enclausurado em suas cavernas. As sombras nada mais são do que uma distorção da realidade, e é necessário que aja uma libertação, um caminhar para fora da caverna e assim contemplar o mundo e a vida como de fato são, através de uma noção completa.

O pensamento distorcido ou diminuto pode se aprofundar de tal maneira, que a libertação se torna difícil, ou como ilustrado na saída da caverna, causa um impacto tamanho, que a princípio a percepção é ofuscada. Mas, como genialmente foi mostrado na historinha do PITECO, muita gente persiste em se manter em cavernas e admirar as sombras.

Após uma reflexão sobre a cultura moderna na sociedade, que influencia o modo de pensar, ver e sentir, chegamos na proposta do Blog. Aqui a ideia será  escrever sobre assuntos variados de uma maneira simples, mas que nos coloque para conversar sobre o meio em que vivemos e sobre nós mesmos.

É bem verdade que a dinâmica social muda de tempos em tempos, mas em que ponto isso afeta ou não a nossa percepção das coisas? Estaríamos menos exigentes ou menos preocupados com qualidade? ou esse é um novo conceito da visão de mundo atual?

Esses questionamentos farão parte da construção textual das publicações, na intenção de nos fazer enxergar além das sombras.

Vamos para “Além da Caverna”.